sexta-feira, 23 de outubro de 2015






O Cavalo e o Veado

                                                                             

 

O cavalo e o veado,
Em  uma enorme disputa

Por um pasto verdejante,

Travaram sangrenta luta.

 
O cavalo, em desvantagem,

Perdia para o veado.
O equino pediu ajuda

A um homem bem malvado.

O  homem logo atendeu
Do cavalo a chorumela.

No focinho pôs-lhe um freio
E nas costas uma sela.

 
Depois, montou no animal
E foi atrás do galheiro,

Matou o valente veado
Com um tiro bem certeiro.

 
O cavalo, agradecido,
Pediu ao seu novo amigo:

“Por favor, deixe meu lombo
E leve a prenda contigo”.

 
Simplesmente o homem disse:
“Apear jamais faria,

Bem agora que encontrei
Confortável  montaria.

 
Tornarás, agora mesmo,
Com este teu lindo porte,

O meu preferido escravo
E o meu mais novo transporte”.

 
Como moral da história,

Posso assim me exprimir:
“Quem cava uma armadilha,

Na mesma pode cair”.

 
Fábula de Esopo, adaptada e versificada por mim.

Geraldo de Castro Pereira

quarta-feira, 21 de outubro de 2015






O  LEÃO  E A  RAPOSA

 
 
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Um leão ficou doente

Na sua cova sombria.

Suplicou aos animais

A fazer-lhe companhia.

 
O animal que ali entrava

Vivo não saía ,não.

Nisto, a raposa chegou

Pra visitar o leão.

 
Ficou ali na porta,

Parada, a observar.

A leoa enfermeira

Convidou-a para entrar.

 
A raposa, percebendo

Do leão a esperteza,

Foi ainda mais esperta,

Recusando a gentileza.

 
“Obrigada, enfermeira”,

A raposa redarguiu:

“Vi  tantos ai entrarem

E ninguém inda saiu.

 
Com certeza. eu irei

Perturbar a majestade.

Um doente necessita

De muita tranquilidade”.

 
E assim a velha raposa

De uma armadilha escapou.

Saiu dali, de mansinho,

E no mato se embrenhou.

 
Como moral da história,

Digo ,sem nenhum rodeio:

“Quando encontrares espertos,

Torna-te esperto e meio”.

 

Fábula de Esopo, adaptada e versificada por mim.

 

Geraldo de Castro Pereira.

 

 

 

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015




                 
A  GALINHA  E  A  RAPOSA




 

Uma raposa faminta

Procurou um galinheiro.

Só achou uma galinha

Descansando em um poleiro.

 
Tentou alcançar a ave,

Dando um tremendo salto.

Mas não logrou seu intento,

Pois o poleiro era alto.

 
Mudou então sua tática,

Com esse papo eloquente:

“É verdade, amiguinha,

Que você está doente?

 
Vim fazer-lhe uma visita

E saber do seu estado.

Desça daí. Com você

Terei imenso cuidado.


 Vou lhe dar um remedinho,

Que vai curar você logo.

Desça depressa daí,

É para o seu bem, eu rogo.”

 
A galinha, prontamente,

Respondeu, desconfiada:

“Prefiro a vida que tenho,

A morrer estraçalhada”.

 
Como moral da história

Não  direi isto em vão:

“A adulação é o recurso

De quem é espertalhão”.

 

Fábula de Esopo, adaptada e versificada por mim.

 

Geraldo de Castro Pereira.

 

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Gostei muito.




                       
 

O  LENHADOR  E   A   MORTE

 





Halloween morte ceifeiro com foice


 

Um lenhador, já idoso,
Cansado de sua lida,

Chamou a medonha morte

Pra tirá-lo dessa vida.

 
É que não mais aguentava
Tanto trabalho pesado.

Quanta lenha ele cortava

Com o seu velho machado!

 
E tinha que transportá-la
Em suas costas cansadas.

Suas roupas eram velhas,
E estavam todas rasgadas.

 
Quando o homem descansava
Numa sombra, bem tranquilo,

A morte veio e lhe disse:
“Eis-me  aqui para servi-lo”.

 Ele gaguejou um pouco
E disse à morte ferrenha:

‘Chamei-te para ajudares

A carregar minha lenha”.

 A fábula nos ensina
A termos em Deus confiança.

Enquanto tivermos vida,
Não percamos a esperança.

 

Fábula de Esopo, adaptada e versificada por mim.

 
Geraldo de Castro  Pereira

terça-feira, 6 de outubro de 2015


                                      

                     
                       
 

O IPÊ  AMARELO

 


 

 

 

Quando em sorrisos, profusão de cores,
Agosto desabrocha deslumbrante,
O lindo ipê, na mata verdejante,
Cobre-se todo de amarelas flores.

Quando as brisas e os ventos gemedores
Bafejam esse ipê exuberante,

As flores, num vibrar contagiante,
Espargem pelos ares seus odores.

As abelhas, de flor em flor voando,
Sugam o néctar suave, açucarado,
Num leve sussurrar sutil e brando.

Simplesmente sublime e encantador
Contemplar o tapete amarelado
E esplendoroso de um ipê em flor!

 

 

Geraldo de castro Pereira


         





segunda-feira, 5 de outubro de 2015




                                
 

O LEÃO   E   O  MACACO
 
 
 
 

O leão, lá do seu trono,
Convocou os animais

Para um assunto sério
Que o afligia demais.

 
Todos eles aceitaram
O convite do seu rei.

Para eles, a palavra

Do leão era uma lei.

 Um por um foi perguntado
Pelo rei dos animais:

“O meu bafo cheira bem

Ou então fede demais?”


Se um animal dissesse
Que o bafo era fedido,

Morria logo na hora,
Porque era um atrevido.

 
Se falasse o contrário,

Elogiando o odor,
Morria do mesmo jeito,

Por ser um bajulador.

Após a morte de muitos,
Chegou a vez do macaco.

Logo disse ao leão
Que estava muito fraco.


É que nas suas andanças
Apanhou um resfriado.

Não sentia nenhum cheiro
Com seu narigão tampado.


O leão deu gargalhadas
Por aquela sutileza.

O macaco se salvou

Graças à sua esperteza.


Como moral da história
Vou dizer-lhes o que acho:

“Em terra  de  gavião,
Pomba-rola voa baixo”.

 

Fábula de Esopo, por mim adaptada e versificada.

 
Geraldo de Castro Pereira

sábado, 3 de outubro de 2015




                      
O  CÃO  E  O JARDINEIRO.

 





 

Num belo jardim florido
Havia um tanque profundo.

Um cachorro distraído

Caiu nele, bem no fundo.

 Quando estava se afogando,
Foi chegando o jardineiro.

Quando viu o cão morrendo,

Quis salvá-lo bem ligeiro.

 
Enlaçou o bravo cão
Com uma corda comprida,

O animal no jardineiro
Deu uma forte mordida.


 O homem, sentindo dor,
A corda logo largou.

E o cão mal agradecido
Lá no tanque se afogou.

 
Quanta gente nesta vida
Age como o animal:

Ao receber uma ajuda,
Retribui, fazendo o mal.

 

Fábula de Esopo,adaptada e versificada por mim.

 
Geraldo de Castro Pereira