O LOBO E O GROU
Um lobo,
muito guloso,
Comendo feito
um danado,
Em sua imensa garganta
Teve um osso
atravessado.
Ficou todo
apavorado,
Pensando que ia morrer.
Procurou
cada animal,
Para logo o socorrer.
Mas, numa assembleia
deles,
Quem ficou
com a missão
Foi o grou,
por ter pescoço
De tão
grande proporção.
O lobo então
prometeu,
- E fazendo um
juramento - ,
Não atentar
contra a vida
Do grou
naquele momento.
O grou,
muito confiante,
Enfiou o seu
pescoço
Na goela do
lobo aflito
E arrancou o
enorme osso.
Mas, muito
ganancioso,
Vendo o logo
satisfeito,
Pediu uma
recompensa
Pelo êxito
do seu feito.
“Ingrato” –rosnou
o lobo,
Entreabrindo
a boca imensa:
“Da morte tu
escapaste.
Ainda pedes
recompensa?’
Dessa fábula
se extrai
Uma preciosa
moral:
“Quem faz bem a um malfeitor,
Pode muito
se dar mal”.
Fábula por mim
adaptada e versificada, extraída do meu livro “Fábulas Di-versificadas” –
Editora Protexto.
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