quinta-feira, 19 de novembro de 2015




                   O   LOBO  E   O  GROU








Um lobo, muito guloso,
Comendo feito um danado,
Em sua imensa garganta
Teve um osso atravessado.

Ficou todo apavorado,
Pensando que ia morrer.
Procurou cada animal,
Para logo o socorrer.

Mas, numa assembleia deles,
Quem ficou com a missão
Foi o grou, por ter pescoço
De tão grande proporção.

O lobo então prometeu,
- E fazendo um juramento - ,
Não atentar contra a vida
Do grou naquele momento.

O grou, muito confiante,
Enfiou o seu pescoço
Na goela do lobo aflito
E arrancou o enorme osso.

Mas, muito ganancioso,
Vendo o logo satisfeito,
Pediu uma recompensa
Pelo êxito do seu feito.

“Ingrato” –rosnou o lobo,
Entreabrindo a boca imensa:
“Da morte tu  escapaste.
Ainda pedes recompensa?’

Dessa fábula se extrai
Uma preciosa moral:
“Quem  faz bem a um malfeitor,
Pode muito se dar mal”.


Fábula por mim adaptada e versificada, extraída do meu livro “Fábulas Di-versificadas” – Editora  Protexto.

Geraldo de Castro Pereira

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