sábado, 23 de janeiro de 2016






                    
 

 

Dois   Amigos      um Urso

 

 

 

 

Dois amigos caminhavam
Por um verdejante prado.

De repente, apareceu

Um urso bem esfaimado.

 
Um deles viu uma árvore.
Subiu nela, apressadinho.

O outro enfrentou a fera,
 
Completamente sozinho.


 Apavorado, lembrou-se
De uma lição de seus pais:

“O urso de um cadáver

Não se alimenta jamais”.

 
Para fingir-se de morto,
Atirou-se logo ao chão.

E ali ficou imóvel,
Prendendo a respiração.

 
O animal se aproximou
Do homem ali estendido.

Virou-o de um lado e de outro
Com seu focinho cnxerido.

 
Desanimado, afastou-se,
Deixando o homem ileso.

Este, passado o perigo,
Ergueu-se, muito surpreso.

 
O amigo desceu da árvore
E veio, todo curioso,

Elogiando o colega

Pelo gesto corajoso.



 E foi logo perguntando
De um modo muito atrevido:

“O que o urso te disse

Bem perto de teu ouvido?”

 
O que fingiu de cadáver
Disse a seu falso amigo:

“O urso me deu um conselho
Que eu guardarei comigo:

 
“Não viajes nunca mais

Com aquele sujeitinho,
Que, fugindo do perigo,

Te abandonou sozinho!”.


 A fábula nos ensina
Esta importante verdade;

“No perigo se conhece
A verdadeira amizade”

 
Fábula atrbuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.
 
 
Geraldo de Castro Pereira

 

 

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