domingo, 8 de maio de 2016





 

Minha Mãe

 

Quem é esta formosa criatura,

Que cuidava de mim, quando eu criança,

E sempre me sorria, calma e mansa,

 Como um botão de fúlgida candura?

 

Quem é que alegremente me embalava,

 Quando eu dormia no meu berço quente

E aos meus ouvidos tão serenamente

 Uma cantiga de ninar cantava?

 

Quando em idade eu avançando ia,

Como planta regada num jardim,

Quem para o bem meus passos conduzia?

 

Ah vou dizer...Este anjo em minha vida,

Toda doçura, amor que mora em mim...

És tu, és tu, o minha mãe querida!.



Soneto que fiz em homenagem à minha mãe, quado eu tinha dezenove anos.

Geraldo de Castro Pereira

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