terça-feira, 4 de julho de 2017




         J U S T I Ç A

Poema de Dulcinéia Zulmach Lemos Pereira.

Justiça, creio em ti,
Em tua força e sabedoria!
Tu que, mesmo antes do princípio da isonomia,
Sempre foste desejada pelos que te integram.
Esperada por todos que te almejam,

Representada por um símbolo genérico: mulher.
Sexo frágil, mas forte para decidir.
Simples estatueta, mas complicada para ser entendida.
Dona de desejos alheios, escrava de regras,
Fascinante em teus mistérios,
Sedutora em teu silêncio
Explosiva em tuas palavras.

Coerente, imparcial,
Sempre com olhos vendados
Para que não perdurem dúvidas
Quanto aos pesos a serem contrabalanceados

Justiça, aclamada pelas multidões,
Todos esperam por ti.
Alguns te usam como escudo para encobrir erros próprios.
Assim agem, porque não te conhecem.
Pois, se assim fosse, não usariam o teu nome em vão.
Acham que têm o poder de negociar-te,
Como se tu pertenceste só a este mundo.
Pobres coitados!
Não entendem que és aqui instrumento dos homens.
Mas de onde vieste, és instrumento de Deus

..." Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem.."

quinta-feira, 29 de junho de 2017



                           MAL  DE  ALZHEIMER


Não me peça para lembrar,
Não tente me fazer entender,
Deixe-me descansar
e saber que você está comigo.
Beije minha face e segure minha mão,
Estou confuso além da minha compreensão.
Estou triste e doente e perdido…
Tudo que sei é que preciso
que você esteja comigo a todo custo!
Não perca a paciência comigo,
Não xingue nem maldiga meu pranto.
Não posso evitar o jeito como estou agindo,
Não dá para mudar, ainda que eu tente…
Basta lembrar que eu preciso de você,
Que o melhor de mim já se foi…
Por favor, não deixe de ficar ao meu lado!
Dê-me seu amor,
até que minha vida se acabe.
                 
                Autor Desconhecido


sexta-feira, 23 de junho de 2017



      PAI NOSSO!

      Pai nosso que estais na terra, na água, no fogo e no ar.
Pai nosso que estais nas flores,no canto dos pássaros no coração a pulsar. Que estais na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso que estais em mim, naquele que eu amo, naquele que me fere e naquele que busca a verdade.Pai nosso que estais naquele que busca a sua verdade.
Pai nosso que estais naquele que já partiu, deixando minha alma ferida pela saudade.
     Santificado seja o teu nome por tudo que é belo, bom, justo e gracioso. Por toda a harmonia da criação, seja santificado por minha vida, pelas oportunidades que são tantas, por aquilo que sou, tenho, sinto e por me conduzir à perfeição.
    Venha a nós o teu reino de paz, justiça, fé, caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espirito, reflexo da grandeza interior.
    Seja feita a tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais meu orgulho do que minhas reais necessidades, ainda que muitas vezes eu não compreenda mais o silêncio em respostas às minhas preces. Não te ouvindo assim dizer, filho, aguarda, pois tua é toda a eternidade.
    O pão nosso de cada dia me dê hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições mateeriais que ora tenho de nada servem, se não me lembro de quem vive na aflição.
    Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz, pão que vem trazer todo alento e alegria.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros e minhas faltas, perdoa quando se tornar frio o meu coração, quando permito que o mau se exteriorize na forma de agressão, ainda que verbal.
     E que mais do que falar, que eu saiba ouvir.Que, ao invés de julgar que eu busque a colher, que não cultivando a violência, eu busque a paz.,Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.
      Perdoa-me assim como eu perdoo aqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração estiver ferido pelas amarguras e o dissabor da ingratidão, possa eu, senhor da vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.
      Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me torna escravo da minha malevolência. Antes, que tua luz esteja sobre mim, iluminando-me para que eu te encontre dentro de minha alma como parte que és da minha essência e livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo o infortúnio e de toda a enfermidade, livra-me de toda dor, de toda a mágoa e de toda desilusão, mas ainda assim quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: obrigado Pai por mais essa lição. Amém!


Fonte:Google

domingo, 18 de junho de 2017

O Fósforo  e  a  Vela


Autor: Geraldo de Castro Pereira


O fósforo, certa vez,
Viu, de longe, uma vela.
Todo garboso e aceso,
Ele aproximou-se dela;

 “Bom dia, minha amiguinha
 Quão dura a minha missão!
Eu tenho que acendê-la,
Não se aborreça, não!”

“Por favor, não faça isto,
Meu inseparável amigo.
Não vê que se me acender,
Morrerá também comigo?”

O fósforo retrucou:
“Minha bela criatura,
Quer durante a sua vida
Permanecer assim dura?

E, sem nunca ter brilhado,
Será você imprestável.
Se não quer que eu a acenda,
Sua vida é dispensável.

Você e eu só fomos feitos
Para nos tornarmos luz.
Com minha chama eu a acendo,
Mas você que a conduz.

Com certeza irá sentir
Uma insuportável dor
Mas, ela irá transformar-se
Em muita luz e calor.”

Quando a vela viu o fósforo
No seu último estertor,
Disse-lhe, quase implorando,
"Acenda-me, por favor!".

Obs; baseado numa mensagem recebida.

segunda-feira, 12 de junho de 2017



DEIXA O OLHAR DO MUNDO...

Olavo Bilac


Deixa que o olhar do mundo enfim devasse
Teu grande amor que é teu maior segredo!
Que terias perdido, se, mais cedo,
Todo o afeto que sentes se mostrasse?

Basta de enganos! Mostra-me sem medo
Aos homens, afrontando-os face a face:
Quero que os homens todos, quando eu passe,
Invejosos, apontem-me com o dedo.

Olha: não posso mais! Ando tão cheio
Deste amor, que minh’alma se consome
De te exaltar aos olhos do universo…


Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso.


(Em comemoração ao Dia dos Namorados)



quarta-feira, 7 de junho de 2017





O Tempo Passa? Não Passa.

Carlos Drummond de Andrade

O tempo passa ? Não passa.
O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade
.

sexta-feira, 2 de junho de 2017



O CÃO E  O  CACHIMBO

MINICONTO

       Após a segunda Guerra mundial, o Sr. Klaus veio morar no Brasil. Era ainda um rapazola, cheio de sonhos.  Posteriormente, sua namorada também resolveu vir para o Brasil, atrás do seu querido. No Brasil casaram-se numa colônia de alemães.
       Ambos foram morar numa linda cidade do Espírito Santo, denominada Domingos Martins , também conhecida como Campinho Acharam a cidade aprazível e acolhedora, onde encontraram vários compatriotas.
       Senhor klaus gostava de fumar cachimbo. Não largava o vício por nada deste mundo.
       Um dia, precisava resolver um problema em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo Pegou um ônibus, onde era permitido fumar. Sentou-se numa poltrona ao lado da janela, fumando seu cachimbo.Apreciava as lindas paisagens da região.
        Nisto, o ônibus parou em um ponto e uma senhora bem vestida, com seu casaco de peles, entrou abraçado a um cão, lindo, enfeitado com um lacinho de fita.
 No ônibus também era permitido levar cachorrinhos, desde que ficassem no colo de seus donos.
        A mulher ficou incomodada com o cachimbo do seu vizinho, pois tinha alergia.
Solicitou ao sr. Klaus guardasse seu cachimbo. Ele, fazendo ouvidos moucos, continuou a soltar suas baforadas.
         Não aguentando mais, a madame arrancou da boca do alemão o cachimbo e o atirou pela janela.
         Senhor Klaus, aborrecido, apanhou o cachorrinho do colo da mulher e o lançou também pela janela.
         Furiosa, a dona começou a gritar, desesperada.
         Impassivelmente,  Klaus, no seu sotaque alemão, lhe disse, em alto e bom som: “Cachorro tua vai buscar cachimba meu”.

         
           Geraldo de castro Pereira