sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

                UTILIDADE PÚBLICA

                Minhas amigas e amigos,

                Muitas vezes, não conhecemos nossos direitos. A partir de hoje, uma vez por semana, colocarei neste meu pequeno espaço  diversas dicas que nos ajudarão a viver melhor e com cidadania.
                Hoje, apenas trarei algumas DICAS para nós todos, a seguir:

    1 - Certidões:
 





          Já está em funcionamento o cartório eletrônico. O site vai ajudar as pessoas a pouparem tempo na hora de tirar cópias de certidões de nascimento ou de casamento, assim como cópias de certidões de óbito e protestos, que também podem ser solicitadas pela internet.
           Para concluir a solicitação, é preciso apenas efetuar o pagamento do boleto bancário emitido pelo site. O documento será entregue na residência da pessoa, via Sedex.
               MAIORES INFORMAÇÇÕES;www.cartorio24horas.com.br.
2) - Auxílio à lista (sem pagamento de taxa): discar 08002800102. Não precisamos gastar dinheiro.Evite utilizar o número 102, cuja taxa por ligação é de 1,20 (um real e vinte centavos).

3) -  Multa de trânsito: infração média ou leve – se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos doze meses, não precisa pagar multa. Dirija-se ao DETRAN local e peça formulário para converter a infração em advertência – art. 267, do CTB, preenchendo o sobredito formulário. Levar xerox da CNH e a notificação da multa. Em trinta dias, você receberá, pelo correio, a advertência por escrito. Perderá os pontos, mas não pagará o valor da multa.
4) - Documentos roubados: fazer BO (boletim de ocorrência). Não tem que se pagar taxa alguma:Lei 3.051/98.
     A mesma lei acima nos dá o direito, em caso de furto ou roubo (apresentando o BO), à isenção da taxa de segunda via  de habilitação, carteira de identidade e Licenciamento Anual de Veículo –

 
           Por enquanto, é só.

           Voltaremos semana que vem com outras dicas úteis.
         
           Abços.

           Geraldo de Castro Pereira

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016






O   MONO   E   A   RAPOSA

                           
                   

 

Certo mono, muito grande,

Se sentia envergonhado.
Pra cobrir suas vergonhas,

Não tinha rabo, o coitado.

 
Foi falar com a raposa,

Que tinha um rabão  comprido:

“Por favor, dona raposa,

Posso fazer-lhe um pedido?

 
Sua cauda  é tão grande,

Que se arrasta no caminho.

Eu não tenho nem sequer

Um fiapo de rabinho.

 
Pode dar-me um pedacinho

Do seu rabo estonteante?

Eu ficaria servido

E você mais elegante”.
 

 A raposa ao animal

Disse, de forma egoísta:

“Não lhe dou nenhum pedaço,

E, por favor, não insista.

 
Cada um deve viver

Do jeito em que foi criado.

Se você nasceu assim,

Tem que ser um conformado.”

 
A fábula nos ensina

Esta pequena lição:

‘O egoísmo é a chave

Da porta da solidão”.

 

Fábula atribuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.

 
Geraldo de Castro Pereira 

sábado, 13 de fevereiro de 2016






         
O  Galgo  e  seu  Dono

 Resultado de imagem para imagem um foto de um legítimo galgo antigo

 

Um galgo - cachorro esbelto -,

Era bem paparicado

Pelo seu dono e senhor,

Com muito mimo e cuidado.

 
Quantas caças de primeira

Descobria esse animal!

Tinha uns dentes afiados

E um faro especial.


 Mas, o pobre ficou velho

E seu faro enfraquecido.

Foram-lhe caindo os dentes.

Já não era tão temido.

 
Uma vez, ao apanhar

Uma lebre já cansada,

Deixou escapar a presa

Pela boca desdentada.

 
O seu amo irritou-se

E o açoitou com maldade.

O cão, vendo a ingratidão,

Disse ao dono esta verdade:

 
“Não me trates deste modo,

Pois não mereço isto,não!

Fui-te fiel tantos anos !

Não tens de mim compaixão?

 
Eu não sou como a laranja,
Que, depois de ser chupada,

Tem seu bagaço lançado

À beira de uma estrada!”

 
Desta fábula tiramos
A lição de grande peso:
“A ingratidão, com certeza,

Fere mais que o desprezo”.
 

Fábula  atribuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.

Geraldo de Castro Pereira

 

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016




       
 

 

O FEIXE DE VARAS

 

 

 

Um homem, bastante idoso,

Pressentindo o fim da vida,

Reuniu todos os filhos

Para sua despedida.

 
Pegou um feixe de varas

E falou bem devagar;

“Qual de vocês tem mais força

Para esse feixe quebrar?

 
Com todo esse seu vigor,

 Que tal você, ó João?”

O rapaz tentou bastante,

Seu esforço foi em vão.

 
“E agora, meu filho Pedro,

Que se gaba tão valente,

Apanha o feixe de varas

E o quebre prontamente”
 

O Pedro não conseguiu.

E nem os outros irmãos.

O velho tomou o feixe

Com suas calosas mãos.
 

Desamarrou cada vara

E uma a uma as quebrou.

Virando-se para os filhos,

Dessa forma assim falou:

 
“Enquanto unidos ficarem,

Vocês terão resistência.

E vencerão inimigos

Com maior eficiência”.

 

 Como lição de moral,

Tenham isto como norte:

“Uma força unida à outra,

Torna-se muito mais forte”.

 

 Fábula atribuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.

 
Geraldo de Castro Pereira




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016




                    
O  Lobo  e o Cabrito

 


 

 

Uma cabra foi pastar
Numa planície ali perto.
Deixou seu filhote em casa -

Um cabritinho esperto.

 
Mas, antes deu um conselho
Para o querido neném:

“Não abra a porta pro lobo,

Nem para o urso também.

 

Decore bem esta senha -,
(E este é o seu desafio):

“Com três batidas na porta,
Eu direi que estou com frio”.

 
Mas, atrás de uma árvore

O  lobo estava escondido.

E escutou toda a conversa,
Com seu apurado ouvido.

 
Logo que a cabra saiu,
Veio o lobo de mansinho.

Aproximou-se da casa,
Onde estava o cabritinho.

 
Bateu três vezes na porta,
Repetindo aquela senha.

O cabrito percebeu

Que a voz era rouquenha.

 
Numa fresta olhou e disse,
Antes de abrir a tranca:

“Se você for minha mãe,
Mostra a sua pata branca”.

 
O lobo, desmascarado

Pela cor da sua pata,
Saiu dali bem depressa

E escafedeu-se na mata.

 
Como moral da história,

Esta frase cabe em cheio:
“Para vencer um esperto,

Tem que ser esperto e meio”.

 
Fábula atribuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.

 
Geraldo de Castro Pereira

domingo, 7 de fevereiro de 2016





                   
 

O  CÃO  E  A MÁSCARA

 

 


 

Certo cão, com muita fome,
Saiu atrás de comida.

De repente, tropeçou
Numa coisa ali caída.


Examinou o objeto
Com todo aquele cuidado.

Cheirou-o bem e sem pressa

Com o seu faro apurado.
 

Viu tratar-se de u´a máscara,
E afastou-a com desdém:

“ Deveras é bem bonita,
Contudo miolos não tem”.

 
Um ditado popular

A esta fábula acrescento:
“Por fora, bela viola,

Por dentro, pão bolorento”.

 

Fábula atribuída a Esopo, adaptada e versificada por mim.
Geraldo de Castro Pereira

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016


            

 

                           Não sei quantas almas tenho

 
                                           
 
                                   Fernando Pessoa

Biografia de Fernando Pessoa
                                                                                              
 

 
 

Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,

 

Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo : "Fui eu ?"

Deus sabe, porque o escreveu.