segunda-feira, 30 de março de 2015


                   Ontem postei um poema de Francisco de Quevedo, satirizando o grande nariz  do seu colega escritor, Luiz de Góngora. Hoje, estou publicando  também os versos do famoso escritor de Portugal, José Maria  de Barbosa du Bocage, sobre o mesmo tema: nariz comprido.



                        Bocage nasceu  em Setúbal - Portugal em 1765 e faleceu em  1805, Era considerado um dos maiores representantes do arcadismo português. 


Nariz, nariz, e nariz


Nariz, nariz, e nariz,
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz;
Nariz, que Newton não quis
Descrever-lhe a diagonal;
Nariz de massa infernal,
Que, se o cálculo não erra,
Posto entre o Sol e a Terra,
Faria eclipse total!










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