A COTOVIA E
A RAPOSA
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Uma bela cotovia,
Ao ver uma raposinha,
Voou um pouco mais alto,
Com receio da vizinha.
A raposa então lhe disse:
“Não precisas ter cuidado.
Alimento não me falta,
Tenho muito aqui no prado.
Olha em volta para veres.
Estou falando a verdade:
Gafanhotos, escaravelhos
E grilos em quantidade.
Por causa de teus costumes
E uma vida muito honesta,
Eu te amo mais que todas
As aves desta floresta”.
Respondeu-lhe a cotovia,
A tremer, soltando um pio:
“Tu sabes me elogiar,
Mas em ti eu não confio.
Eu não sou igual a ti.
No campo tu tens mais sorte.
Mas, se pudesses voar,
Verias quem é mais forte’.
Como lição de moral,
A todos eu admoesto:
“Não devemos confiar
Em alguém que é desonesto”.
Fábula de Fedro, adaptada e versificada por mim , extraída
do meu livro “Fábulas Di-versificadas” – Editora Protexto.”
Geraldo de Castro Pereira.
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