terça-feira, 5 de janeiro de 2016





            
VIDA DE UMA FLOR
 
 
 

 

 Eis uma pétala, sedosa e linda,

Que se desprende aos poucos, ressequida.

O vento a leva pela flora infinda,

Como um inseto que tivesse vida.

 

Assim a vejo lá em cima, erguida,

Sumir-se, pelos ares carregada.

Mas, não tarda, outra pétala ainda,

Baqueia pelo chão, enxovalhada.

 

Enfim, mais outras seguem seu caminho

E vão cravar-se num agudo espinho.

Até que a última, içando a vela

 

No mar do espaço arroja-se, impelida.

Passou ligeira esta pequena vida!

Não mais existe a flor mimosa e bela!

 

Geraldo de Castro Pereira.

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