A RAPOSA E O PORCO-ESPINHO
Certa vez,
uma raposa
Quis
atravessar um rio
Que era
muito profundo
E fazia
muito frio.
Tendo
sofrido um bocado,
Conseguiu
atravessar
A margem do
outro lado.
Veio um enxame de moscas
Perturbar a
sua vida.
Mas de nada
adiantava
Todo aquele
seu esforço.
Da raposa,
quase exangue,
Sugavam
gulosamente
Boas doses
do seu sangue.
Chegou perto
da raposa
Para poder
ajudá-la.
O gesto do
porco-espinho:
“Obrigado,
meu amigo,
Pelo seu
grande carinho.
É que, se estas
mosquinhas
Você agora
espantar,Outro enxame mais faminto
Ocupará o
lugar.
Com meu
sangue, com certeza,
Elas estão
saciadas.
De mim logo
ficarão
Bastante
distanciadas.
Como moral da história,
Deixo aqui esta lembrança:
“Desconfiança
e cautela
São os pais da segurança”.
Obs: Fábula
de Esopo, por mim atualizada e versificada.
Geraldo de
Castro Pereira.
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