LENÇO DA SAUDADE
Sombras gélidas do passado,
espreguiçando-se lentamente,Vem se aquecerem
Na chama ígnea da vida.
E lá na esquina da saudade
Um lenço branco drapeja
Ao zéfiro brando
Num derradeiro aceno.
Lenço alegre da saudade
Daquela juventude
Outrora resplandecente.
Geraldo de Castro Pereira
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