EDUARDO GALEANO – GRANDE PERDA
Não
poderia deixar passar em branco em meu blog um pequeno comentário sobre a morte
do grande escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Hughes Galeano, falecido no
dia 13 do corrente, aos 74 anos (por sinal, minha idade). Nasceu ele em Montevidéu aos três de setembro
de 1940.
Certamente,
o mundo ficou intelectualmente mais pobre com a morte desse grande ser humano. Como anticapitalista, escreveu em 1971 sua
grande obra “As Veias Abertas da América Latina”.
Para se ver como algumas pessoas, com o perpassar
do tempo, mudam suas ideias, no ano passado, com relação à sua obra acima dita,
declarou: ”Se eu a relesse hoje, cairia desmaiado (...) Para mim, essa prosa da
esquerda tradicional é extremamente
árida e meu físico já não a tolera”.
Em
1973, Galeano foi preso em razão do golpe militar no Uruguai e teve seu nome
colocado na lista dos esquadrões da morte. Então, exilou-se na Espanha. Só em
1985, após a redemocratização do Uruguai, retornou a seu país, onde viveu até
seus últimos dias de existência.
Escreveu várias
outras obras, dentre as quais podemos citar: “Memória de Fogo”, que constitui
uma trilogia da História das Américas.
. Esteve no Brasil, participando da
Bienal do Livro ocorrida em Brasília no mês de abril de 2014.Como apaixonado por futebol, escreveu também o livro “O Futebol ao Sol e à Sombra”, onde critica intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo por questões ideológicas.
Encerro aqui minhas considerações, com duas frases de Galeano: "As pessoas estavam na cadeia para que os presos pudessem ser livres" e “Para se levantar, é preciso saber cair”.
Que ele tenha o descanso eterno!
Geraldo de Castro Pereira
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