segunda-feira, 27 de abril de 2015




                     EDUARDO GALEANO – GRANDE PERDA

                 Não poderia deixar passar em branco em meu blog um pequeno comentário sobre a morte do grande escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Hughes Galeano, falecido no dia 13 do corrente, aos 74 anos (por sinal, minha idade).  Nasceu ele em Montevidéu aos três de setembro de 1940.

                Certamente, o mundo ficou intelectualmente mais pobre com a morte desse grande ser humano.  Como anticapitalista, escreveu em 1971 sua grande obra “As Veias Abertas da América Latina”.

               Para se ver como algumas pessoas, com o perpassar do tempo, mudam suas ideias, no ano passado, com relação à sua obra acima dita, declarou: ”Se eu a relesse hoje, cairia desmaiado (...) Para mim, essa prosa da esquerda  tradicional é extremamente árida e meu físico já não a tolera”.

               Em 1973, Galeano foi preso em razão do golpe militar no Uruguai e teve seu nome colocado na lista dos esquadrões da morte. Então, exilou-se na Espanha. Só em 1985, após a redemocratização do Uruguai, retornou a seu país, onde viveu até seus últimos dias de existência.
               Escreveu várias outras obras, dentre as quais podemos citar: “Memória de Fogo”, que constitui uma trilogia da História das Américas.    
.             Esteve no Brasil, participando da Bienal do Livro ocorrida em Brasília no mês de abril de 2014.

              Como apaixonado por futebol, escreveu também o livro “O Futebol ao Sol e à Sombra”, onde critica intelectuais de esquerda que rejeitam o jogo por questões ideológicas.
 
              Encerro aqui minhas considerações, com duas frases de Galeano: "As pessoas estavam na cadeia para que os presos pudessem ser livres" e “Para se levantar, é preciso saber cair”.

              Que ele tenha o descanso eterno!

                 Geraldo de Castro Pereira

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